segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sorria, pra tudo, de tudo, a toa, mas sorria!
Ama, um passarinho, o cheiro da comida da sua vó, a paz do seu quarto, seu grande amor, mas ame!
Canta, as músicas que mais gosta, as que não gosta, ou mesmo ópera, mas cante!
Arrisca, pelo que você sempre quis, pelo que você tem vontade, mas se arrisque!
Dança, ao som do rádio, ao som do vento, ao som do silêncio, mas dance!
Pula, de felicidade, em cima da cama, mas pule!
Saboreia, o seu doce preferido, o gosto das vitórias, mas saboreie!
Chora, o quanto você aguentar, o quanto seu coração mandar,  mas chore!
Corra, o mais rápido que puder, mas corra!
Experimenta, comidas exóticas, perfumes diferentes, ser um personagem que você adora, mas experimente!
Abraça, sua família, seus amigos, os animais, as árvores, estranhos, mas abrace!
Cozinha, para você mesma, para seus amigos, para desconhecidos, mas cozinhe!
Grita, o mais alto que puder, no travesseiro ou para o vento, mas grite!
Suspira, de amor, de solidão, de esperança, mas suspire!
Sonha,  de olhos abertos, de olhos fechados, no papel ou nas cores, mas sonhe!
Prova, tudo que tiver vontade, mas prove!
Viva, sua vida como sempre sonhou, ou do jeito que der, mas vive!

tudo bem, não me leve a mal

Eu tenho esperança, uma esperança bonita e gigante,
Ela surge bem quando eu acho que não resta muito pra me alegrar,
Então ela vem, cheia de sonhos, de planos, de céu azul bonito com desenhos nas nuvens, de canto de passarinho, de frutinhas direto do pé, de risadas de pessoas que eu aprendi a gostar em tão pouco tempo...
A vida é tão bonita, e a falta de um amor é só saudade imensa.

Saudade é treco estranho que dá na alma, no corpo, no coração,
Saudade é um pedacinho de vazio dentro da gente, que só se preenche com a presença da pessoa,
Saudade é arrepiar com as lembranças, seja as boas, ou as ruins,
Saudade é ter sentimentos, é ter amor, é ter paixão, é ter amizade, é ter carinho,
Saudade é um mini buraco negro que se não tomarmos cuidado, leva todo nosso ser sabe lá pra onde!

domingo, 21 de outubro de 2012

buraquinho

O mundo é lindo lá fora, céu azul de nuvens branquinhas, o Sol sorrindo e aquecendo,
E ela não consegue enxergar a cor da flores que dançam pelas paredes de seu quarto,
Tem um buraquinho no seu coração, por onde todo o amor se esvai,
Todas as manhãs ela sorri para o Sol, e recebe seu amor fraterno,
Mas no decorrer do dia, todo esse amor e mais o que sua própria alma produz, vai se esvaindo pelo buraquinho de seu coração,
E assim ela continua sua vida.


Parece
Como se o universo tivesse esquecido que eu existo...
Como se eu tivesse jogado muitas pedras na cruz...
Como se alguém lá em cima achasse que não sou merecedora de amor...
Como se tudo fosse pra testar o limite da minha paciência, e sanidade...

pois é

Tinha me esquecido como você leva o chão do meu caminho enroscado em seus passos, quando foge de mim.
Tinha me esquecido o poder entristecedor que existe em suas palavras vazias.
Tinha me esquecido como era ver o mundo cinza...

terça-feira, 9 de outubro de 2012

E era assim, a menininha, alice no país das maravilhas inventadas, rapunzel que olhava o mundo mas nada via, imaginando como seria quando pudesse tocar os pés no chão da realidade adulta, dorothy em busca de oz para realizar todos seus sonhos infantis...
Essa menininha que um dia ganhou uma boneca muito bonita, de porcelana, com um lindo vestido e cabelo loiro quase que de verdade. A boneca ficava guardada na prateleira mais alta do guarda-roupa, para dificultar que alguém pudesse pegá-la, nem ela própria brincava com a boneca, morria de medo de que a sujassem, ou então que se quebrasse. Foi um cara muito especial que havia dado.
Depois veio o papai noel de pelúcia, era o mais bonito que ela havia visto antes em qualquer vitrine, suas bochechas acendiam e ele cantava uma musiquinha de natal, foi o moço quem deu. Com esse também ninguém podia brincar, e lá ele vivia ao lado da boneca dentro do guarda roupa.
Eram seus tesouros, se tornaram mais importantes que o livro de animais que ela nem sequer sabia ler, mas não desgrudava e até deixava que as pessoas folhassem ás vezes.
Foi então que oz não chegou, as maravilhas foram se apagando da sua imaginação e ela finalmente colocou os pés no mundo dos adultos, que ela mocinha, viu chegar uma caixinha de música. Mágica, encantada, o som, a bailarina dançando, a levava novamente ao país dos sonhos que ela via sumir cada vez mais de sua mente... Passaporte para os sonhos, diretamente do moço que havia povoado por tantos anos seus pensamentos e sonhos.
Era ele quem ela ficava procurando pelas cabinas de todos os caminhões quando ela estava na estrada, era ele quem ela ficava esperando chegar em todos os fins de semana, mesmo que ele aparecesse uma vez por ano, ou ainda tivesse ano que ele nem sequer aparecia, era ele quem a fazia chorar escondido, por se sentir abandonada...
Seu pai... Herói que ela cansou de dar segundas chances, que ela cansou de guardas suas histórias para um dia lhe contar, que ela cansou de tentar colocá-lo na sua vida adulta.
Os tesouros, se perderam, um dia ela desistiu de esperar, então deixou que seus irmãos mais novos brincassem e acabassem por estragar... Talvez junto com seu coração...
Agora ela finge que ele não existe, mesmo quando o vê, ela nem sequer tem coragem de olhar nos olhos, mesmo porque, ele veria suas lágrimas e ela não quer parecer fraca.
Ela agora é adulta, e tem que ser forte.