Parece
Como se o universo tivesse esquecido que eu existo...
Como se eu tivesse jogado muitas pedras na cruz...
Como se alguém lá em cima achasse que não sou merecedora de amor...
Como se tudo fosse pra testar o limite da minha paciência, e sanidade...
Eu simplesmente vou assim, não consigo me importar com o que os outros pensam de mim... isso resulta na minha criatividade baseada somente em sentimento e meu gosto. Se lhe agradar, me alegro em ter sido entendida, afinal, sentir não é complexo, sentir é vida! Caso contrário, há uma infinidade de blogs, muitas ilhas... continue navegando até encontrar o que lhe agrade. :)
domingo, 21 de outubro de 2012
pois é
Tinha me esquecido como você leva o chão do meu caminho enroscado em seus passos, quando foge de mim.
Tinha me esquecido o poder entristecedor que existe em suas palavras vazias.
Tinha me esquecido como era ver o mundo cinza...
Tinha me esquecido o poder entristecedor que existe em suas palavras vazias.
Tinha me esquecido como era ver o mundo cinza...
terça-feira, 9 de outubro de 2012
E era assim, a menininha, alice no país das maravilhas inventadas, rapunzel que olhava o mundo mas nada via, imaginando como seria quando pudesse tocar os pés no chão da realidade adulta, dorothy em busca de oz para realizar todos seus sonhos infantis...
Essa menininha que um dia ganhou uma boneca muito bonita, de porcelana, com um lindo vestido e cabelo loiro quase que de verdade. A boneca ficava guardada na prateleira mais alta do guarda-roupa, para dificultar que alguém pudesse pegá-la, nem ela própria brincava com a boneca, morria de medo de que a sujassem, ou então que se quebrasse. Foi um cara muito especial que havia dado.
Depois veio o papai noel de pelúcia, era o mais bonito que ela havia visto antes em qualquer vitrine, suas bochechas acendiam e ele cantava uma musiquinha de natal, foi o moço quem deu. Com esse também ninguém podia brincar, e lá ele vivia ao lado da boneca dentro do guarda roupa.
Eram seus tesouros, se tornaram mais importantes que o livro de animais que ela nem sequer sabia ler, mas não desgrudava e até deixava que as pessoas folhassem ás vezes.
Foi então que oz não chegou, as maravilhas foram se apagando da sua imaginação e ela finalmente colocou os pés no mundo dos adultos, que ela mocinha, viu chegar uma caixinha de música. Mágica, encantada, o som, a bailarina dançando, a levava novamente ao país dos sonhos que ela via sumir cada vez mais de sua mente... Passaporte para os sonhos, diretamente do moço que havia povoado por tantos anos seus pensamentos e sonhos.
Era ele quem ela ficava procurando pelas cabinas de todos os caminhões quando ela estava na estrada, era ele quem ela ficava esperando chegar em todos os fins de semana, mesmo que ele aparecesse uma vez por ano, ou ainda tivesse ano que ele nem sequer aparecia, era ele quem a fazia chorar escondido, por se sentir abandonada...
Seu pai... Herói que ela cansou de dar segundas chances, que ela cansou de guardas suas histórias para um dia lhe contar, que ela cansou de tentar colocá-lo na sua vida adulta.
Os tesouros, se perderam, um dia ela desistiu de esperar, então deixou que seus irmãos mais novos brincassem e acabassem por estragar... Talvez junto com seu coração...
Agora ela finge que ele não existe, mesmo quando o vê, ela nem sequer tem coragem de olhar nos olhos, mesmo porque, ele veria suas lágrimas e ela não quer parecer fraca.
Ela agora é adulta, e tem que ser forte.
Essa menininha que um dia ganhou uma boneca muito bonita, de porcelana, com um lindo vestido e cabelo loiro quase que de verdade. A boneca ficava guardada na prateleira mais alta do guarda-roupa, para dificultar que alguém pudesse pegá-la, nem ela própria brincava com a boneca, morria de medo de que a sujassem, ou então que se quebrasse. Foi um cara muito especial que havia dado.
Depois veio o papai noel de pelúcia, era o mais bonito que ela havia visto antes em qualquer vitrine, suas bochechas acendiam e ele cantava uma musiquinha de natal, foi o moço quem deu. Com esse também ninguém podia brincar, e lá ele vivia ao lado da boneca dentro do guarda roupa.
Eram seus tesouros, se tornaram mais importantes que o livro de animais que ela nem sequer sabia ler, mas não desgrudava e até deixava que as pessoas folhassem ás vezes.
Foi então que oz não chegou, as maravilhas foram se apagando da sua imaginação e ela finalmente colocou os pés no mundo dos adultos, que ela mocinha, viu chegar uma caixinha de música. Mágica, encantada, o som, a bailarina dançando, a levava novamente ao país dos sonhos que ela via sumir cada vez mais de sua mente... Passaporte para os sonhos, diretamente do moço que havia povoado por tantos anos seus pensamentos e sonhos.
Era ele quem ela ficava procurando pelas cabinas de todos os caminhões quando ela estava na estrada, era ele quem ela ficava esperando chegar em todos os fins de semana, mesmo que ele aparecesse uma vez por ano, ou ainda tivesse ano que ele nem sequer aparecia, era ele quem a fazia chorar escondido, por se sentir abandonada...
Seu pai... Herói que ela cansou de dar segundas chances, que ela cansou de guardas suas histórias para um dia lhe contar, que ela cansou de tentar colocá-lo na sua vida adulta.
Os tesouros, se perderam, um dia ela desistiu de esperar, então deixou que seus irmãos mais novos brincassem e acabassem por estragar... Talvez junto com seu coração...
Agora ela finge que ele não existe, mesmo quando o vê, ela nem sequer tem coragem de olhar nos olhos, mesmo porque, ele veria suas lágrimas e ela não quer parecer fraca.
Ela agora é adulta, e tem que ser forte.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Colorido de Fantasias
Lagarta
A Dona Lagarta não podia sair por aí andando que vinham correndo pessoas apontar e dizer ''olha só que coisa feia, nem parece que vai ser borboleta um dia!''. Cansada e amargurada, sentava numa pedra e via o sol se pôr, enquanto pensava e esperava... Pensava tanta coisa, o preço do arroz alto porém naquela mesma semana a linha branca de eletrodomésticos tinha absurdamente abaixado o preço, na velhinha na esquina atravessando a rua perigosa sozinha, se geleia de pera seria o doce mais gostoso de mundo, justamente porque ainda não havia experimentado, também pensava naqueles seres que tanto reparavam nela e também a julgavam, e então sempre no final acabava aborrecida voltando pra casa.
Naquele dia, ao voltar para casa, nada diferente havia acontecido a Dona Lagarta, até que gritou e paralisou de susto ao ver uma uva quase acertar sua cabeça! Uma coruja risonha olhava pra ela, de cima da árvore menos alta que havia ali.
- Tá maluca, pô! Eu podia ter sofrido uma fratura na cabeça! - Disse a Dona lagarta.
Então a coruja, observando aquela minhoca colorida, chegou a se questionar se devia comê-la, afinal, toda colorida, vai que dava um barato. Mas sua barriga estava totalmente cheia de uvas deliciosas, então desceu da árvore e acendendo seu cachimbo, se pôs a observar a primeira minhoca colorida falante que ele já havia visto na vida! Seu nome era Haroldo, e então ele disse:
- Que coisa engraçada, você além de minhoca falante, é colorida! ha ha
Então a Dona lagarta o interrompeu dizendo logo:
- Não sou minhoca coisa nenhuma! Sou uma honrada lagarta! Pode ir me respeitando, logo terei asas como você!
Haroldo rindo, virou de ponta cabeça e disse a lagarta:
- Logo se via que há algo de especial e mágico em você... mas como assim asas? Virará por acaso, uma coruja colorida?
(em construção)
A Dona Lagarta não podia sair por aí andando que vinham correndo pessoas apontar e dizer ''olha só que coisa feia, nem parece que vai ser borboleta um dia!''. Cansada e amargurada, sentava numa pedra e via o sol se pôr, enquanto pensava e esperava... Pensava tanta coisa, o preço do arroz alto porém naquela mesma semana a linha branca de eletrodomésticos tinha absurdamente abaixado o preço, na velhinha na esquina atravessando a rua perigosa sozinha, se geleia de pera seria o doce mais gostoso de mundo, justamente porque ainda não havia experimentado, também pensava naqueles seres que tanto reparavam nela e também a julgavam, e então sempre no final acabava aborrecida voltando pra casa.
Naquele dia, ao voltar para casa, nada diferente havia acontecido a Dona Lagarta, até que gritou e paralisou de susto ao ver uma uva quase acertar sua cabeça! Uma coruja risonha olhava pra ela, de cima da árvore menos alta que havia ali.
- Tá maluca, pô! Eu podia ter sofrido uma fratura na cabeça! - Disse a Dona lagarta.
Então a coruja, observando aquela minhoca colorida, chegou a se questionar se devia comê-la, afinal, toda colorida, vai que dava um barato. Mas sua barriga estava totalmente cheia de uvas deliciosas, então desceu da árvore e acendendo seu cachimbo, se pôs a observar a primeira minhoca colorida falante que ele já havia visto na vida! Seu nome era Haroldo, e então ele disse:
- Que coisa engraçada, você além de minhoca falante, é colorida! ha ha
Então a Dona lagarta o interrompeu dizendo logo:
- Não sou minhoca coisa nenhuma! Sou uma honrada lagarta! Pode ir me respeitando, logo terei asas como você!
Haroldo rindo, virou de ponta cabeça e disse a lagarta:
- Logo se via que há algo de especial e mágico em você... mas como assim asas? Virará por acaso, uma coruja colorida?
(em construção)
love me three times...
mente que passa
coração que bate tanto
assusta
não quero voar pro céu sozinha
não ainda...
quero meu carnaval alucinante
me perder em você
quero minha vida inteira
de flores e amores
quero florescer com as primaveras
e me guardar pra você durante os outonos...
quero quero quero quero!
acima de tudo, começar e terminar meus textos.
coração que bate tanto
assusta
não quero voar pro céu sozinha
não ainda...
quero meu carnaval alucinante
me perder em você
quero minha vida inteira
de flores e amores
quero florescer com as primaveras
e me guardar pra você durante os outonos...
quero quero quero quero!
acima de tudo, começar e terminar meus textos.
Os Girassóis que Não Nasceram
Caminhando entre pedras nos sapatos,
Línguas de sogra que batucavam cantigas em sua face,
Cantos de homens fracassados e mulheres desesperadas,
Bailando com todas suas feridas,
O dançar louco de uma mariposa atônita procurando por luz,
Sendo fogo e sendo água,
Sendo sangue e sendo mel,
Insanos devaneios no calar da noite fria, angustiada e solitária...
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